Nódulos tireoidianos

O que é a tireóide?

A tireóide é uma glândula localizada na frente do pescoço e que tem o formato de uma borboleta.

A tireóide produz 2 hormônios: triiodotironina (T3) e tiroxina (T4); esses hormônios ajudam a regular o gasto de energia pelo corpo. O funcionamento da tireóide é controlado por outra glândula, a hipófise, que se localizada abaixo do cérebro. A hipófise produz o TSH (hormônio estimulador da tireóide), que estimula a produção de T3 e T4 pela tireóide.

Os nódulos tireoidianos são muito comuns; dependendo da população, até 50% das pessoas podem ter nódulos tireoidianos, embora a maioria não saiba. Cerca de 95% dos nódulos tireoidianos são benignos.

O que fazer com o nódulo tireoidiano?

Alguns exames podem ajudar a definir se o nódulo é benigno ou maligno; essa informação é importante para que a melhor decisão seja tomada quanto ao tratamento a ser realizado.

Com muita frequência, os exames ajudam a definir o tipo do nódulo. Mas em alguns casos, os testes podem ser inconclusivos e outros exames poderão ser necessários.

  1. TSH (no sangue): se o TSH for normal, o próximo passo seria solicitar uma ultrassonografia de tireóide e uma PAAF. Níveis baixos de TSH podem indicar que o nódulo tireoidiano está produzindo maiores quantidades de hormônios; nesse caso, a próxima etapa seria a realização de uma Cintilografia. Quando os níveis de TSH estão elevados, o quadro é sugestivo de uma inflamação da tireóide chamada Tireoidite de Hashimoto; nesse caso, outros exames de sangue podem ser necessários, para avaliação dos níveis de anticorpos anti-tireóide.
  2. Ultrassonografia da Tireóide: ela deve ser solicitada em todas as pessoas com suspeita de nódulo tireoidiano ou de bócio ao exame físico ou quando algum nódulo tireoidiano tiver sido visualizado em outros exames (doppler de carótidas, tomografia, ressonância, etc). A ultrassonografia é importante para avaliação do tamanho e características da tireóide e de outras estruturas localizadas no pescoço. Os achados da ultrassonografia também podem ajudar a selecionar os nódulos que devem ser submetidos à punção.
  3. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) – biópsia do nódulo: usa-se uma agulha fina para aspirar pequenas quantidades do nódulo. Esse material aspirado é colocado em uma lâmina e analisado pelo microscópio. O exame tem uma boa acurácia para identificar a presença de câncer em um nódulo suspeito. Mas em alguns casos, não se consegue quantidade suficiente de material, e uma nova punção pode ser necessária. O resultado da punção pode ser um dos seguintes:
  • Benigno
  • Maligno (câncer)
  • Suspeito para malignidade
  • Neoplasia folicular
  • Lesão folicular de significado indeterminado (nódulos com células atípicas)
  • Não diagnóstico ou Material Insuficiente

     4.    Cintilografia da Tireóide: indicada apenas nas pessoas com TSH abaixo dos níveis normais. A cintilografia é realizada após a administração de uma pequena dose de uma substância radioativa (iodo ou tecnécio) por via oral ou injetável. Gestantes ou mulheres amamentando não devem se submeter à cintilografia da tireóide.

Como tratar um nódulo da tireóide?

O tratamento vai depender do tipo de nódulo.

Nódulos benignos: a cirurgia geralmente não está indicada e o nódulo é acompanhado ao longo do tempo. Se houver um crescimento ou mudança do nódulo, pode-se repetir a biópsia ou indicar a cirurgia.

Tratamento supressivo (com hormônio tireoidiano): se o nódulo for benigno, mas for muito grande, alguns médicos indicam o tratamento com T4 para tentar reduzir o tamanho do nódulo. Os níveis hormonais devem ser monitorados periodicamente.

Nódulos malignos (câncer de tireóide): cerca de 5% dos nódulos tireoidianos são malignos. A maioria dos paciente com câncer de tireóide tem grande chance de cura e de sobrevida a longo prazo. O tratamento do câncer de tireóide depende do tipo de câncer; geralmente a cirurgia está indicada, e esta pode ser acompanhada do tratamento com iodo radioativo, seguido pelo tratamento supressivo com hormônio tireoidiano.

Suspeita de malignidade: nestes casos, há de 50 a 75% de risco de malignidade. Os pacientes com esse tipo de nódulo, normalmente são submetidos à tireoidectomia.

Neoplasia folicular: pode-se solicitar uma cintilografia de tireóide nestes casos. De 15 a 20% das neoplasias foliculares tratam-se de câncer de tireóide. Portanto, se na cintilografia o nódulo for frio, recomenda-se a remoção cirúrgica.

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Sobre Sílvia S.
Médica endocrinologista.

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